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Ministério da Saúde já
vacinou 46,3
milhões de brasileiros contra a rubéola
O Ministério da Saúde já vacinou 46,3 milhões de brasileiros contra a
rubéola. Até às 17h de ontem, um balanço apontava que as mulheres
estão à frente no quesito preocupação com a saúde. Já foram imunizados
aproximadamente 72,74% das mulheres, contra 63,56% dos homens.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, as mulheres são
campeãs em participação. "Uma medalha de ouro para as brasileiras e
uma de prata para os brasileiros. Espero que, agora, na reta final da
campanha, eles corram para ganhar o ouro para todos nós subirmos ao
pódio", disse.
Entretanto, ele ressaltou a importância da imunização para todas as
pessoas. "Peço que os brasileiros tomem a vacina porque nossa meta é
erradicar a rubéola do Brasil."
O Ministério da Saúde afirma que o resultado obtido desde o dia 9 de
agosto, quando teve início à campanha, já corresponde à maior
vacinação feita no mundo entre adolescentes e adultos. "A Organização
Mundial de Saúde está acompanhando de perto o nosso esforço",
completou Temporão.
De acordo com o ministro, o sucesso da campanha, que atingiu 68% da
meta, está em levar a vacina aos mais variados locais. "Temos postos
em clubes, estádios de futebol, áreas de lazer, estações de metrô,
tudo para que as pessoas sejam atendidas."
A campanha termina no dia 12 de setembro. Homens e mulheres com idade
entre 20 e 39 anos, mesmo que já tenham sido imunizado, devem tomar a
vacina contra a rubéola. Nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte e Mato Grosso a idade é entre 12 e 39
anos.
Ontem, o nadador e medalhista olímpico César Cielo esteve em São Paulo
para tomar a vacina contra rubéola. "Espero que meu exemplo estimule
outros homens a fazer o mesmo", disse o atleta. Ele pediu para que os
brasileiros procurassem um posto de atendimento para se prevenir. "Não
dói nada, eu garanto", afirmou.
O ministro da Saúde também espera que os homens sigam o exemplo do
nadador. "Eles são mais medrosos que as mulheres e menos sensíveis a
este tipo de campanha, talvez até por uma questão cultural,
educacional.". |