Novo ministro das Cidades disse que Dilma
pediu agilidade na execução dos programas habitacionais
O novo ministro
das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, indicado ontem (2) para
substituir o ex-titular da pasta, Mário Negromonte, disse que
agilizar os programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha
Vida, foi primeira recomendação que recebeu da presidenta Dilma
Rousseff.
Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Ribeiro admitiu
que a pasta é “complexa”, com desafios em áreas muito
diferentes, que vão desde programas habitacionais a questões de
saneamento e trânsito.
“Vamos ter este fim de semana para nos inteirarmos de todas
essas questões e apresentarmos o que a presidenta realmente
quer, que são resultados efetivos dessas ações do ministério. A
recomendação é sobretudo de corrermos para vencer alguns
entraves, por exemplo no Minha Casa, Minha Vida. Temos uma
relação com a Caixa que precisamos dinamizar ainda mais para dar
agilidade a todos esses programas”, disse.
A posse de Ribeiro está marcada para a próxima segunda-feira (6)
à tarde. O ministro declarou ainda que não definiu nomes para
compor sua equipe, mas que deve começar a pensar nas indicações
nos próximos dias. Perguntado sobre a possibilidade da atual
Secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, assumir a
secretaria executiva, o ministro disse que ainda não avaliou a
indicação, mas que “tem referências muito boas” sobre a
secretária.
Ribeiro negou que a saída de Negromonte e sua posterior
indicação para a vaga no ministério tenham provocado algum
constrangimento interno no PP, partido a que são filiados. “O
que nos motivou sempre com as mudanças foi a melhoria e o
fortalecimento do partido. Sempre buscamos a unidade todo o
tempo, e acredito que foi isso também o que possibilitou que
tenhamos agora esse caminho da unidade a alcançar em um futuro
muito próximo”.
Sobre denúncias de irregularidades quando ocupava a Secretaria
de Agricultura da Paraíba, Ribeiro disse que as acusações foram
esclarecidas pelo Tribunal de Contas da União e pelo Tribunal
Regional Federal. “É um assunto vencido, os próprios canais da
Justiça já haviam se manifestado”. |
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