RIO
 
Ceperj lança publicação com Raio X das mulheres no Estado do Rio
 

A Fundação Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro) lançou, em comemoração ao Dia da Internacional da Mulher, o Boletim Mulheres Fluminenses. O objetivo é oferecer uma base de indicadores que norteiem o debate sobre as questões de gênero. A publicação apresenta informações sobre realidade socioeconômica e demográfica da população, destacando as desigualdades que afetam a população feminina. Os temas abordados são: demografia, saúde, educação, mercado de trabalho; representação política feminina, segurança pública, violência contra a mulher, entre outros. Os indicadores apresentados sempre fazem um comparativo entre o universo masculino e feminino.
A publicação, que será anual, resulta da linha de pesquisa Aspectos Sociais da Qualidade de Vida da População do Estado do Rio de Janeiro, desenvolvida pelo Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas da Fundação (CEEP). Este ano o boletim traz um panorama geral da condição da mulher no estado. Contudo, a ideia para os próximos volumes é abordar temas específicos, aprofundando as questões sobre gênero - explica Marcos Thimoteo Dominguez, coordenador de políticas sociais do CEEP.
Tendo como fonte principal dados da Pesquisa Nacional de Análise de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, a publicação confirma a maioria feminina entre a população fluminense e detalha a expectativa de vida para os gêneros. Segundo o estudo, as mulheres possuem expectativa de vida de 79,7 anos, contra 73 anos de média entre os homens. Além disso, verifica que 32% da população feminina do estado, é responsável pelo sustento do lar.
Entre os vários estudos apresentados, também chama atenção análise sobre a participação feminina nos cursos de graduação presencial. No total, em números de 2017, as mulheres detinham mais de 50% do número de matrículas na rede de ensino e refletiam 60% do total de concluintes.
Mercado de Trabalho
Segundo a publicação, a população masculina lidera a quantidade total de vínculos de emprego formal no estado. Contudo, esse padrão não se mantém para todos os recortes. Conforme o gênero, características de trabalho e atributos profissionais, grandes alterações podem ser verificadas. A fonte para análise foram os dados do Relatório Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho, de 2017.
Um bom exemplo das variações no mercado de trabalho é a análise por escolaridade e gênero. Segundo o estudo, o maior percentual de vínculos de trabalho formal com nível superior no estado do Rio de Janeiro estava entre as mulheres em 2017. Ao todo, existiam 31% de trabalhadoras do sexo feminino com ensino superior completo, contra 17,4% de homens nessa condição.
No caso das ocupações formais com ensino médio, a relação entre homens e mulheres ficou aproximada, com 47% dos vínculos masculinos com médio completo, contra 46,7% de mulheres empregadas no mercado formal. Na soma dos grupos, “ensino médio completo” e “superior completo” as mulheres alcançaram 78%, 14 pontos percentuais acima dos trabalhadores homens, que contabilizaram 64%.

 

 

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