Em cerimônia realizada no Dia Mundial de Combate ao Câncer, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância do Onco Baixada, em Nova Iguaçu, que terá 100 leitos e capacidade para realizar 5 mil consultas por mês
Os investimentos do Governo do Estado em oncologia no Rio de Janeiro foram destaques na cerimônia do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado neste 4 de fevereiro, no Instituto Nacional de Câncer (Inca). A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, participou da solenidade de lançamento da publicação “Estimativa 2026–2028: incidência de câncer no Brasil”, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O documento é referência para o planejamento de políticas públicas, ações de prevenção, diagnóstico e atenção oncológica no país.
O primeiro hospital oncológico da rede estadual foi elogiado pelo ministro durante o evento. “O Rio de Janeiro, por exemplo, receberá novos serviços importantes, como o Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, que contará com total apoio do Ministério da Saúde. Vencer o câncer exige mais do que tratamento. Exige prevenção, diagnóstico precoce e o engajamento de cada profissional de saúde, em cada consulta, visita domiciliar e contato com a comunidade. É assim que venceremos essa luta”, afirmou Padilha.

De acordo com o Inca, o Brasil deve registrar 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral, são mais comuns no Sul e Sudeste.
A inauguração do Hospital Onco Baixada, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, irá descentralizar e modernizar o atendimento aos pacientes oncológicos do estado, com previsão de 5 mil consultas ambulatoriais por mês, além da oferta de 800 quimioterapias, 200 radioterapias e 300 cirurgias mensais, quando estiver em pleno funcionamento.
“O Onco Baixada é um marco para o tratamento oncológico da Baixada Fluminense, ao promover a descentralização e a modernização do atendimento. O projeto contempla um centro de alta complexidade e quimioterapia moderna. Na segunda fase de expansão, serão incorporadas tecnologias avançadas, como radioterapia e exames PET-CT, garantindo um atendimento integral ao paciente”, afirmou a secretária Claudia Mello.
A secretária também ressaltou a importância da integração entre diferentes órgãos da saúde pública para o fortalecimento da assistência oncológica e a melhoria da qualidade de vida da população fluminense.
De acordo com a publicação do Inca, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com estimativa de 78.610 novos casos por ano, enquanto o câncer de próstata lidera entre os homens, com 77.920 casos anuais. Ambos correspondem a cerca de 30% do total de diagnósticos em seus respectivos sexos.
O documento também alerta para o avanço dos casos de câncer de cólon e reto e destaca a predominância do câncer de pele no país, que soma aproximadamente 518 mil novos casos por ano, sendo o tipo mais frequente entre os cânceres. Atualmente, o câncer é a principal causa de adoecimento e morte no Brasil.