O governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, irão disputar vagas no Senado
Após dias de suspense, o Partido Liberal (PL) definiu nesta terça-feira (24/02) que Douglas Ruas será o candidato da sigla ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.
Atual secretário estadual de Cidades, Ruas era o nome favorito do senador Flávio Bolsonaro dentro do partido para encabeçar a disputa pelo Palácio Guanabara. A escolha, consolidada em reunião realizada em Brasília, sela o alinhamento do PL com a federação partidária formada por União Brasil e PP no estado.
Participaram da reunião que confirmou a chapa, além de Ruas e Flávio Bolsonaro, o deputado federal Altineu Côrtes, o presidente estadual do PP, Dr. Luizinho, e o presidente nacional do União Brasil, Antonio de Rueda.
Vice indicado pela federação
Pelo acordo firmado entre as legendas, caberia à federação indicar o candidato a vice-governador. O escolhido foi o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogerio Lisboa, nome de peso na Baixada Fluminense e que vinha sendo articulado como peça-chave nas negociações políticas das últimas semanas.
Senado: Canella e Cláudio Castro na disputa
Além da chapa para o governo, o PL também definiu sua estratégia para o Senado. O atual prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), disputará uma vaga com apoio do PL. O partido ainda confirmou que o governador Cláudio Castro será candidato ao Senado pela legenda, ampliando o peso político da sigla na corrida eleitoral.

Xadrez político
Antes da definição do PL, o nome de Rogerio Lisboa vinha sendo cotado como vice na chapa do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que também é pré-candidato ao governo estadual. Lisboa chegou a participar de agendas públicas ao lado de Paes e de Dr. Luizinho, movimento que alimentou especulações sobre uma aliança quase sacramentada.
No entanto, a escolha de Jane Reis como candidata a vice na chapa de Paes, indicada pelo MDB, colocou fim no “namoro político” e abriu caminho para o acordo com o PL.
A Baixada como fiel da balança
A escolha de Rogerio Lisboa como vice na chapa de Douglas Ruas reflete uma estratégia clara: fortalecer a presença eleitoral na Baixada Fluminense, um dos maiores colégios eleitorais do estado.
Em comum, os dois principais pré-candidatos ao governo escolheram nomes da região para compor suas chapas, de olho no potencial decisivo do eleitorado da Baixada no pleito.
No fim das contas, mais do que ideologia política, o que parece pesar é a matemática eleitoral. Com as chapas praticamente definidas, o eleitor pode se preparar: a campanha deve misturar discursos de renovação com alianças recicladas. Afinal, no Rio, o tabuleiro pode até mudar mas as peças continuam se conhecendo muito bem.
Por Michelle Almeida