Sarau Literário em Nova Iguaçu apresenta trabalhos realizados por estudantes da rede estadual de ensino

Ação teve teatro, dança, declamação e exposição, baseados nas páginas dos livros

Mais uma edição do Sarau Literário aconteceu nesta quarta-feira (19/11), na Praça Santos Dumont, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. A ação, promovida pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ), através da Subsecretaria de Gestão de Ensino, contou com uma programação repleta de atrações culturais, como apresentações teatrais, declamações, dança, exposições e oficinas, que desenvolveram a criatividade, a sensibilidade e o protagonismo juvenil. O projeto tem se consolidado como um espaço de pertencimento e valorização da leitura como prática transformadora.

— Estamos vivenciando, nesta série de ações, um universo de encantamento e descoberta de novos leitores. Essa imersão no universo literário é um portal de oportunidades, conhecimento ininterrupto, uma transformação para a cidadania plena — disse a secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto.

O Sarau Literário é uma das ações do Programa Educação do Amanhã, parte do Programa Estadual de Leitura, promovido pela Seeduc e voltado à recomposição das aprendizagens. Para a subsecretária de Gestão de Ensino da pasta, Joilza Rangel, o incentivo à leitura atua como ponto de partida para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como interpretação, reflexão e argumentação, permitindo que os estudantes ampliem repertórios e retomem seu percurso de aprendizagem de forma mais engajada.

— O Sarau é mais do que uma celebração cultural, é uma demonstração do trabalho pedagógico que vem sendo desenvolvido nas escolas para que o livro ocupe um lugar central no processo de aprendizagem. Quando os estudantes têm a oportunidade de transformar a leitura em expressão artística, como poesia, teatro ou dança, eles constroem sentidos, desenvolvem a criatividade e se reconhecem como sujeitos ativos na descoberta do mundo — afirmou Joilza Rangel.

Neste projeto, os livros deixaram de ser apenas objetos de leitura individual e passaram a ser vivenciados coletivamente, gerando debates, encenações, produções textuais e outras manifestações criativas. Com isso, o evento contou com variadas expressões artísticas, que contribuíram para o aprendizado dos estudantes, valorizando os talentos culturais existentes na comunidade escolar.

— Nós acreditamos que quem lê bem escreve bem, interpreta bem. Neste ano, em especial, abrimos esta atividade para toda a comunidade, porque acreditamos, enquanto educadores, que oportunizar um momento de leitura com qualidade é fundamental para se criar uma sociedade mais crítica, mais participativa e que busque melhores caminhos para o futuro — declarou a superintendente pedagógica Flávia Costa.

Um dos principais diferenciais desta iniciativa é a mediação dos livros literários previamente encaminhados às unidades escolares. Esta ação permitiu que os professores, atuando como mediadores de leitura, desenvolvessem atividades preparatórias que favoreceram a compreensão e a apreciação das obras selecionadas. Além disso, neste ano, a ação está aberta para toda a comunidade, dando espaço para que todos participem e possam, através da arte, promover um mundo melhor.

— Este é um evento maravilhoso, onde os alunos puderam mostrar seus talentos. Para mim, a literatura é essencial para o desenvolvimento do senso crítico. Somos adolescentes, estudantes do Ensino Médio, e uma das formas de conhecer a realidade do nosso país é através dos livros — ressaltou Evelyn Evangeline, aluna da 2ª série do Ensino Médio do Ciep E-Tec 167 Jardim Paraíso.

Mais do que um evento cultural, o sarau representa um espaço de escuta, pertencimento e formação leitora, ampliando o repertório dos alunos e incentivando a reflexão crítica, sendo uma oportunidade para os jovens explorarem a literatura, desenvolvendo suas habilidades comunicativas e criativas.

— O sarau é momento de celebração do protagonismo juvenil através das produções artísticas e literárias concebidas, planejadas e executadas dentro do ambiente escolar e que agora transcendem para a comunidade. É um dia para ficar na memória de todas as pessoas presentes — destacou Ellen Aniszewski, diretora pedagógica da Regional Metropolitana I, que abrange os municípios de Nova Iguaçu, Japeri e Queimados.

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