Serviço que ajuda a diagnosticar as causas de incontinência, retenção urinária e infecções recorrentes é oferecido nas unidades Centro e Baixada
As unidades do Rio Imagem Centro e Baixada passaram a ofertar, no início deste mês, segunda-feira (2/3), o exame de urodinâmica, que ajuda a diagnosticar com mais precisão as causas de incontinência, retenção urinária, bexiga neurogênica e infecções recorrentes. A iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), por meio da Fundação Saúde, garantirá 220 vagas mensais divididas entre os dois polos e direcionadas pelo Sistema Estadual de Regulação (SER).
A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, acompanhou a implementação do serviço no Rio Imagem Baixada. Em visita ao centro de diagnóstico, a gestora esteve acompanhada do subsecretário de Atenção à Saúde, Caio Souza, e da diretora técnico-assistencial da Fundação Saúde, Renata Maia, além da diretora-geral da unidade, Samia Akkam.
“Estamos estruturando a rede para garantir mais acesso a exames especializados e reduzir a fila de espera. A urodinâmica é fundamental para que o paciente tenha um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, seja clínico ou cirúrgico. Essa oferta representa mais eficiência, resolutividade e cuidado com a população fluminense”, afirmou a secretária Claudia Mello.
Inaugurado em 2023, o Rio Imagem Baixada passa a integrar a oferta do exame urodinâmico como estratégia para dar mais celeridade aos atendimentos. A diretora-geral da unidade, Samia Akkam, destacou o impacto direto na linha de cuidado.
“Começar a ofertar o serviço de estudo urodinâmico pelo Rio Imagem Baixada vai agilizar o atendimento a pacientes que aguardam em fila para tratamento clínico ou cirúrgico de próstata e incontinência urinária, já que o exame é crucial para guiar esses tratamentos”, explicou.
Para o Rio Imagem Centro, inaugurado em 2011, o ganho reforça o papel estratégico ao incorporar de forma estruturada a urodinâmica ao portfólio de serviços. O diretor-geral da unidade, Roger Ancillotti, destacou a importância do exame na prática clínica.
“Há exames que enxergam. Outros, escutam. E há aqueles que interpretam o funcionamento silencioso do corpo. A urodinâmica pertence a esse terceiro grupo. Não é apenas um exame. É quase um relatório fisiológico daquilo que o paciente sente, mas não consegue explicar”, afirmou.
O gestor explica que, diferentemente de exames que mostram apenas a anatomia, a urodinâmica avalia o comportamento do trato urinário inferior. “Em termos simples, é como se fosse um eletrocardiograma da bexiga. Enquanto outros exames mostram a estrutura, ela revela o funcionamento”, disse o gestor.
Como funciona o exame
O procedimento envolve a introdução de pequenos cateteres para medir a pressão dentro da bexiga e, em alguns casos, no abdome. A bexiga é preenchida gradualmente com soro, enquanto o paciente relata sensações como vontade de urinar, urgência ou desconforto. Em seguida, é avaliada a fase de esvaziamento, com análise do fluxo urinário e da coordenação entre bexiga e esfíncteres.
“O que se busca ali não é apenas um número, mas a reprodução controlada do sintoma. A urodinâmica transforma a queixa subjetiva em dado objetivo. No fim, é mais do que um exame. É uma ponte entre o que o paciente sente e o que a medicina consegue medir. E talvez seja exatamente esse tipo de ferramenta que um centro de excelência precisa, não apenas para enxergar melhor, mas para entender de forma mais completa”, concluiu Ancillotti.
A urodinâmica é um exame que avalia como a bexiga e a uretra estão funcionando, especialmente nas fases de armazenamento e eliminação da urina. É indicada principalmente quando o paciente apresenta perda de urina (incontinência), urgência para urinar, dificuldade para iniciar o jato urinário, sensação de esvaziamento incompleto, infecções urinárias de repetição ou, ainda, como avaliação para cirurgias ginecológicas e urológicas.