Dr. Luizinho manifesta preocupação com a chegada de variante indiana ao Brasil

O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), reforçou que a maior preocupação, no momento, é com a variante detectada pela primeira vez na Índia (B.1.617).

“A terceira onda é uma preocupação constante. Mas, a preocupação maior é com a variante indiana. Ainda não tem estudos sobre o que significa, quais as vacinas têm eficácia para a variante indiana”, disse o deputado.

O governo do Maranhão confirmou, nesta quinta-feira (20/05), os primeiros casos de Covid-19 provocados pela variante indiana. Ela foi identificada em tripulantes do navio Mv Shangon Da Zhi, ancorado no estado, que saiu da África do Sul.

Dr. Luizinho representou, nesta quarta (19/05), o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), na reunião do Comitê Anti Covid, com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e com os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga e de Comunicação, Fábio Faria.

Para o deputado, o governo federal precisa tomar medidas de controle de disseminação da nova variante.

“Nós temos que fazer, além da suspensão dos voos da Índia, um controle alfandegário efetivo de quem tenha passado pela Índia nos últimos dias, para fazer não só a detecção precoce, mas também ampliação da testagem”, defendeu o deputado.

Mais vacinas para os municípios

Dr. Luizinho também disse que as 100 milhões de doses da vacina Pfizer previstas para chegar ao Brasil, sejam distribuídas nos municípios, e não somente nas capitais.

“Defendi ainda que haja distribuição de vacinas da Pfizer para todas as cidades com mais de 500 mil habitantes e não somente para as capitais”, destacou.

Brasil tem mais de 35 milhões de doses de vacina garantidas  para o próximo mês, confirmam Fiocruz e Butantan

A Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 realizou, nesta quinta-feira (20/05), audiência pública para discutir a falta e o atraso na entrega do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), principal ingrediente para a produção das vacinas AstraZeneca e Coronavac. 

Durante a reunião, o vice-presidente da Fiocruz, Marco Aurélio Krieger, garantiu que os estados receberão 32 milhões de doses da vacina Astrazeneca, até o dia 03 de julho. 

O Brasil tem previsão de receber, ainda esta semana, 3 mil litros de IFA vindos da China, o que garante a produção de 13 milhões de doses de vacinas, o restante da produção depende do abastecimento do insumo.

Segundo Dimas Covas, diretor do Butantan, com a chegada do ingrediente também estarão garantidas quase 5 milhões de doses da Coronavac.

O presidente da Comissão, Dr. Luizinho (PP/RJ), reforçou que garantir o abastecimento do IFA é garantir a vacinação e dar segurança aos brasileiros.

“O objetivo final da reunião é dar ao povo brasileiro segurança que nos próximos 30 dias, teremos garantia de quase 30 milhões de doses Astrazeneca para os estados, e quase 5 milhões para o Butantan”, destacou o deputado. 

Pfizer

Durante a audiência, o deputado voltou a defender que municípios com mais de 500 mil habitantes sejam abastecidos com doses da vacina Pfizer.

“Nós sabemos que esses municípios têm capacidade logística para receber essas vacinas, e isso vai ampliar a vacinação por todo o país, descentralizando das capitais”, disse Dr. Luizinho.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil deve receber, até o final de maio, 2,5 milhões de doses da vacina. Para junho, a previsão é receber um total de 12 milhões de doses do imunizante.

Participaram do debate a relatora da comissão, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), representantes do ministério da Saúde, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan e Marco Aurélio Krieger, vice-presidente de produção e inovação da Fiocruz.

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