Sala Lilás completa um ano de atendimento às mulheres vítimas de violência em Japeri

Porta de entrada de mulheres que chegam sozinhas ou acompanhadas de autoridades policiais após sofrerem algum tipo de violência, a Sala Lilás do Hospital Municipal de Japeri completa um ano de atendimento neste mês de Agosto. Para lembrar a data e complementar as inúmeras iniciativas de Combate à Violência contra a mulher que acontecem no município e marcam o Agosto Lilás, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), realizou nesta terça-feira, (29), palestra sobre o tema com a presença de diversas autoridades que atuam neste acolhimento e auxílio.

A prefeita, Dra. Fernanda Ontiveros, prestigiou o evento e destacou as políticas públicas de atendimento às mulheres vítimas de violência na cidade, relembrando também os altos índices de feminicídio que encontrou no início da gestão.

“Éramos eu, em Japeri, e a prefeita Marina, em Guapimirim, as duas cidades da Baixada Fluminense com os maiores índices de feminicídio do Estado. Tínhamos o desafio de promover as políticas públicas para as mulheres nas nossas cidades. Aqui, inauguramos não somente os equipamentos para a proteção, como também para a promoção das mulheres”, disse a gestora, fazendo referência a Sala Lilás, ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) e o Centro de Referência da Mulher (Cram), este, primeiro no Estado e referência na Baixada Fluminense.

O diretor geral da unidade, o médico, Alex Bousquet, destacou o trabalho das equipes tanto da unidade, quanto as que conduzem as vítimas até o Hospital. “Atuamos numa grande rede de cuidado e proteção. Nossa Sala Lilás é cercada de atenção, escuta atenta e acolhimento”, disse informando que, os casos de violência somam 342 atendimentos neste um ano de funcionamento. “Ainda temos quase um caso por dia, estamos no caminho certo, mas, precisamos avançar”, completou e agradeceu a equipe da unidade por toda a dedicação e empenho.

A idealizadora do Projeto Nunca mais, Rosana Louzada, destacou a importância da denúncia, da atenção da população às violências que ocorrem bem próximas de todos e da responsabilidade cidadã em acionar os órgãos de proteção às mulheres vítimas diante dessas ocorrências. O Projeto Nunca Mais, atua no âmbito da sociedade civil no acompanhamento das vítimas e no encaminhamento para os órgão de proteção.

Para a responsável pela Sala Lilás, a enfermeira Carla Dantas, esse um ano de trabalho em equipe, realizado no espaço de atendimento, tem mais do que 342 atendimentos. “São 342 histórias que ouvimos, cuidamos e contribuímos para interromper os ciclos de violência”, disse chamando a assistente social Silvana Alfêna, que completou o relato ao declarar que a unidade atende de forma humanizada, preservando a integridade da vítima e ofertando atendimento interdisciplinar para escuta qualificada. “Evitamos que essa mulher passe pelo constrangimento de relatar a situação por diversas vezes para profissionais diferentes. “Cuidamos das feridas, acolhemos a alma e encaminhamos para que, com a rede, consiga romper definitivamente o ciclo de violência”, finalizou.

A comemoração foi encerrada com o ato simbólico de balões na cor lilás soltos no ar. Participaram da ação a Secretaria Municipal de Segurança Pública, a Guarda Municipal, o Creas, o Conselho Tutelar, o Samu, a Patrulha Maria da Penha, o Segurança Presente, o Programa Viva Japeri e os Conselhos municipais da Pessoa Idosa e da Mulher.

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