Servidores “abraçam” a Cedae contra a privatização da companhia no Rio

Centenas de pessoas participaram de um abraço simbólico ao prédio da Companhia de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro (Cedae) na manhã dessa quarta-feira (24), no Centro do Rio. A ação faz parte de um movimento contrário à proposta de privatização da empresa, cuja minuta do edital de concessão encontra-se em consulta público desde o início deste mês.

Presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da Alerj, o deputado estadual Gustavo Schmidt é um dos líderes do movimento. Ao lado de representantes de sindicatos de servidores ligados ao saneamento no Estado do Rio, o parlamentar defendeu os argumentos em favor da manutenção da Cedae como empresa pública.

“A Cedae é uma empresa pública que dá lucro de R﹩ 1,1 bi ao Estado. Privatizar este patrimônio é ir na contramão do resto do mundo, que está reestatizando os serviços de saneamento. Só uma empresa pública irá reverter seu lucro para prestar serviços em regiões que não são rentáveis, onde reside a população mais carente”, afirma Gustavo Schmidt.

O ato em defesa da Cedae pública ocorreu de forma pacífica, com todos os participantes utilizando máscaras e respeitando o distanciamento. O movimento mantém uma página na internet para que a população possa aderir à campanha por meio de um abaixo-assinado e obter mais informações sobre a Companhia, no endereço http://www.sigamosjuntospelacedae.com.br.

“Há muitas informações positivas sobre a Cedae, que às vezes não chegam à população. Temos uma empresa com um potencial enorme e que hoje presta serviços de assistência às pessoas mais carentes que nenhuma instituição privada prestaria”, afirma Gustavo Schmidt.

O site do movimento lembra que a Cedae está presente em 64 municípios do Estado do Rio e atende a 12 milhões de pessoas, gerando dividendos de R﹩ 300 milhões ao ano para o Rio de Janeiro. Ainda segundo quem defende que a companhia se mantenha pública, a privatização provocaria perdas de R﹩ 500 mil ao ano em obras e causaria aumento de tarifas, diminuição de investimentos e falta de transparência.

Participam do movimento a ONG Baía Viva, o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o Sindicato dos Administradores do Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj), o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento e Meio Ambiente do Rio de Janeiro (Sintsama), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água em Serviços de Esgotos de Niterói e Região (Sindágua) e o Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento do Norte e Noroeste do Estado do Rio de Janeiro (Staecnon).

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