APA do Alto Iguaçu inicia trabalho preventivo contra incêndios florestais na Baixada

Guarda-parques fazem aceiros em Tinguá para proteger a Mata Atlântica, preservar nascentes e reduzir riscos para comunidades do entorno

A prevenção de incêndios florestais ganhou reforço na Baixada Fluminense. A Área de Proteção Ambiental (APA) do Alto Iguaçu iniciou um trabalho contínuo de abertura e manutenção de aceiros, faixas de terreno com remoção de vegetação combustível que ajudam a impedir o avanço das chamas. As atividades começaram pelo Rancho de Benfica, em Tinguá, sítio histórico do professor Alcimário Júnior, que disponibilizou o território para a ação.

“Cuidar desse território é também cuidar da história de Tinguá e do patrimônio natural que temos aqui. Apoiar o trabalho preventivo da APA do Alto Iguaçu é uma forma concreta de contribuir para a proteção da floresta e das comunidades do entorno”, afirma Alcimário Júnior.

Conduzido pelos guarda-parques da unidade de conservação, o trabalho tem como prioridade reduzir os riscos de incêndios, especialmente durante os períodos de estiagem, quando a vegetação seca favorece a propagação do fogo. A equipe identifica os pontos mais vulneráveis, realiza a roçada da vegetação e retira folhas secas, galhos e capim para criar linhas de defesa em locais estratégicos, como limites da área protegida, margens de estradas e regiões com histórico de queimadas.

A iniciativa busca proteger os remanescentes de Mata Atlântica e as nascentes que alimentam o sistema do Rio Iguaçu, além de reduzir o risco de que incêndios atinjam áreas habitadas. A APA abrange territórios importantes para a conservação ambiental da Baixada, incluindo áreas próximas a Belford Roxo e outras localidades do entorno.

Os aceiros também facilitam o trabalho das equipes de combate, criando barreiras que podem ajudar a conter as chamas e dar mais segurança às operações em campo. A estratégia é combinar prevenção e resposta rápida para diminuir os danos ambientais e os riscos à população.

Durante as atividades, os guarda-parques também conversam com moradores e orientam sobre os perigos das queimadas. A aproximação com as comunidades é considerada parte importante da estratégia, já que o envolvimento da população contribui para evitar incêndios provocados pelo uso inadequado do fogo.

O trabalho será mantido de forma contínua, com ações de abertura e manutenção dos aceiros conforme as necessidades identificadas pela equipe. A iniciativa reforça o papel da APA do Alto Iguaçu na proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e da segurança das comunidades da Baixada Fluminense.

Equipe da APA do Alto Iguaçu

A unidade tem gestão de Taciane Cristina Lopes Paula Almado, coordenação de Luan Soares Camponez e logística de Welber de Almeida Santos. O trabalho em campo é realizado pelos guarda-parques Alex Sandro dos Santos Sobral, Allan Kardec Pires do Nascimento, Danielle Santos do Carmo, Fabio Batista Vieira, Larissa Farias de Souza, Lucia Helena Lopes da Costa dos Santos e Marcos Vinicius Oliveira da Silva.

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