A Baixada Fluminense volta às ruas nesta terça-feira (31/03) para marcar os 21 anos da Chacina da Baixada, massacre ocorrido em 2005, quando 29 pessoas foram assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados por policiais militares. O ato será realizado na Praça dos Direitos Humanos, no Centro de Nova Iguaçu, reunindo familiares das vítimas, movimentos sociais e organizações populares em defesa da memória, da justiça e do direito à vida.
Organizada pela Rede de Mães e Familiares da Baixada, pelo Fórum Grita Baixada e pela Rede de Educação Popular da Baixada Fluminense, a mobilização reafirma o lema “O luto virou luta” e denuncia a permanência da violência de Estado nas periferias. A programação inclui caminhada, apresentações artísticas e a exibição do documentário Nossos Mortos Têm Voz.
Para os organizadores, o ato busca evitar que episódios como esses sejam tratados como casos isolados. A memória da Chacina da Baixada, afirmam, permanece atual por evidenciar uma lógica histórica de violência que atinge de forma desproporcional a população negra, pobre e periférica.
“Até o ano passado, a Chacina da Baixada era lembrada como a maior chacina do estado praticada por policiais militares. Quando a gente olha para o massacre que aconteceu na Penha e no Alemão no ano passado, fica ainda mais evidente a urgência de enfrentar a normalização dessa política policial violenta. Essa mobilização é fundamental para afirmar a memória, cobrar justiça e defender o direito à vida nas periferias”, afirmou Adriano Dias, da ComCausa.
A atividade conta ainda com o apoio de organizações de direitos humanos e reforça a convocação à sociedade civil, coletivos, juventudes e lideranças comunitárias para que se somem à mobilização.