A Prefeitura de Nova Iguaçu inaugura na próxima quinta-feira, dia 30 de abril, quando é celebrado o Dia da Baixada Fluminense, o Museu de Arqueologia e Etnologia de Nova Iguaçu (MAE-NI). O novo equipamento cultural, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura (SEMCULT), será o primeiro museu do estado do Rio de Janeiro e o quarto do Brasil dedicado à arqueologia e à etnologia, com o objetivo de preservar o passado, entender o presente e provocar reflexões sobre quem somos enquanto sociedade. O MAE-NI se junta aos já existentes na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e na Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Instalado no Parque Histórico e Arqueológico de Iguassú Velha, em área tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o MAE-NI tem como proposta ser um espaço democrático de valorização, difusão e produção de conhecimento. O museu integra um programa de resgate do patrimônio cultural brasileiro, a partir da importância histórica de Nova Iguaçu, berço da Baixada Fluminense.
“O MAE-NI é um equipamento de grande relevância, pois coloca Nova Iguaçu em destaque no cenário nacional da pesquisa, da cultura e da preservação da memória. É um marco histórico para a cidade e para todo o estado, fortalecendo as ações de preservação da memória e valorização do patrimônio histórico”, destaca o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina.
Intitulada “Raízes Ancestrais – A construção da nação brasileira”, a exposição de abertura do MAE apresenta uma ampla narrativa sobre a trajetória da humanidade. O percurso da mostra vai desde os primeiros hominídeos e os períodos Paleolítico, Mesolítico e Neolítico, passando pela Antiguidade Clássica, até chegar aos povos originários do Brasil e à formação histórica local, abrangendo acontecimentos até o século XIX.
“A missão do MAE-NI é ser um espaço vivo, de produção de conhecimento e de diálogo com a sociedade. Queremos que a população se reconheça nesse acervo, compreenda a riqueza da nossa história e que o museu seja também um polo de pesquisa, educação e valorização da diversidade cultural”, afirma o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro.
A exposição vai reunir peças com cerca de 800 mil anos. Entre elas, estão machados e pontas de lança, conhecidos como artefatos líticos, que eram instrumentos e utensílios fabricados e utilizados por povos originários. Haverá também parte dos mais de 200 mil fragmentos arqueológicos retirados do solo do parque pela equipe da Superintendência de Pesquisas Arqueológicas da SEMCULT. Um setor específico da exposição será dedicado aos achados locais, com peças selecionadas que integram o catálogo de inauguração.
Todo o material encontrado no sítio arqueológico passa por um rigoroso processo técnico em laboratório próprio, onde é lavado, higienizado, catalogado e estudado. Cada fragmento recebe identificação detalhada, com informações sobre profundidade, localidade e georreferenciamento. O trabalho envolve equipes de escavação, conservação e curadoria, que também atuam na recomposição de peças e na análise de suas características históricas.
A criação do MAE-NI é resultado de uma iniciativa da Prefeitura de Nova Iguaçu, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio do Governo Federal, via Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc. A realização envolve ainda parcerias com instituições e produtores culturais, como a Casa do Conhecimento e a Yesod Produções, responsável pela exposição inaugural.