Decon e Vigilância Sanitária atuam em clínica de luxo e prendem dois profissionais em flagrante
Uma ação conjunta da Delegacia do Consumidor (Decon) e da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) resultou na prisão em flagrante de um médico e uma farmacêutica, nesta terça-feira (7/4), durante uma operação contra a venda e o uso irregular de canetas emagrecedoras proibidas. A fiscalização ocorreu em uma clínica especializada em reprodução assistida, localizada em São Conrado, na Zona Sul do Rio.
Durante a operação, os agentes encontraram diversas irregularidades. Entre os materiais apreendidos estavam canetas emagrecedoras de uso proibido no Brasil, hormônios importados sem procedência definida e medicamentos vencidos. Também foram recolhidas ampolas e outros produtos sem comprovação de origem.
Segundo as investigações, a ação teve início após a denúncia de uma paciente que procurou a clínica para tratamento com o objetivo de engravidar, mas não obteve sucesso. A partir do relato, as equipes iniciaram diligências que culminaram na operação. O médico Marcello Valle, responsável pela clínica, e a farmacêutica Juliana Benedito foram presos em flagrante e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. Ambos devem passar por audiência de custódia. O caso segue em investigação para identificar possíveis fornecedores dos produtos irregulares e outras vítimas.
O delegado Wellington Vieira destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos. “A Vigilância Sanitária estadual prontamente atendeu o nosso pedido de apoio. Ontem, a Decon e os fiscais da Vigilância Sanitária fizeram uma ação importante para a sociedade, tirando de circulação canetas emagrecedoras ilegais no nosso país. A parceria está dando resultado e tem que continuar. O trabalho técnico e a experiência da Vigilância são importantes para o sucesso das investigações da Polícia Civil”, afirmou.
A diretora da Divisão de Tecidos, Células e Órgãos da SES-RJ, Karla Wolf, também ressaltou o impacto da cooperação. “Importante essa cooperação, trabalhar junto em prol da saúde buscando identificar essas medicações irregulares dentro do mercado. Essas operações são muito importantes para a saúde da população, tirando mercadorias ilegais de circulação e ajudando a população a não consumir essa medicação ilegal”, disse.
A superintendente de Vigilância Sanitária, Helen Keller, reforçou o alerta sobre os riscos do uso de produtos clandestinos. “Essas canetas emagrecedoras ilegais representam um grave risco à saúde, pois não há garantia de composição, armazenamento ou eficácia. A atuação integrada com a Polícia Civil é fundamental para impedir que esses produtos cheguem à população e para responsabilizar os envolvidos”, declarou.
A ação contou, ainda, com a participação da inspetora sanitária Renata Rodrigues, que deu as contribuições em depoimento nesta terça-feira (8/4). As autoridades reforçam que o uso de medicamentos sem prescrição e de origem desconhecida pode causar sérios danos à saúde.