A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma organização criminosa que utilizaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A investigação também apura a participação de agentes públicos no esquema.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A informação consta em um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à corporação.
Entre os principais alvos da operação está o ex-prefeito de Belford Roxo e atual presidente estadual do União Brasil, Márcio Canella. Contra ele havia apenas um mandado de busca e apreensão. No entanto, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo após agentes encontrarem um fuzil no veículo em que estava.
Canella, que também é pré-candidato ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro, é apontado pela Polícia Federal como o braço político da organização investigada. Durante a abordagem, o ex-prefeito afirmou que o armamento não era de sua propriedade. Segundo sua versão, o fuzil pertenceria a um integrante de sua equipe de segurança, que é policial, e teria sido deixado no veículo após o agente retornar para casa de motocicleta.
Além de Canella, o delegado Marcus Amim também está entre os principais alvos da operação desta terça-feira.
A Operação Unha e Carne chegou à sexta fase após uma série de desdobramentos que resultaram, anteriormente, na prisão de investigados como Rodrigo Bacellar, TH Joias, Thiago Rangel e o pastor Márcio Poncio, todos citados nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
As investigações prosseguem para identificar a atuação dos envolvidos, a movimentação financeira da organização criminosa e a eventual participação de outros agentes públicos e privados no esquema.