Pesquisa mostra Paes com 40,8% e estabilidade na liderança, enquanto Ruas sobe para 9,2% e desponta como principal movimento de crescimento; cenário ainda está em consolidação
A nova rodada da pesquisa estadual da Prefab Future, realizada entre os dias 17 e 22 de abril de 2026, com 2.000 entrevistas presenciais no estado do Rio de Janeiro, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, reflete as mudanças recentes no comando do governo do estado e suas implicações jurídicas. A pesquisa foi encomendada pelo jornal “Diário do Rio” e registrada sob o número RJ-03062/2026.
No cenário para governador, Eduardo Paes segue na liderança, oscilando dentro de um patamar alto ao longo da série. Após registrar 37,2% em fevereiro de 2025, 35,5% em agosto, 35,6% em novembro e 37,5% em dezembro, o prefeito avançou para 43,0% em fevereiro de 2026 e recuou agora levemente para 40,8%, movimento dentro da margem de erro.
Douglas Ruas, que estreou com 5,1% em fevereiro de 2026 cresce agora para 9,2%. Trata-se do único movimento de crescimento consistente além de Paes, sugerindo ganho de conhecimento ou início de estruturação competitiva.
“Os números de Douglas Ruas ainda não ostentam estatura para a disputa com Paes, mas estamos ainda bem distantes da eleição. A tendência da configuração dessa possível polarização precisa ser avaliada com mais sondagens”, avalia o marqueteiro da LabPop, Mario Marques, fundador do instituto Prefab Future.
O ex-governador Wilson Witzel estreia na série com 3,4%, em terceiro lugar. William Siri cresce de 1,4% para 2,5%, enquanto Rafa Luz recua de 3,2% para 1,7%. André Marinho, André Português e Cyro Garcia permanecem na tabela de baixo com números próximos a 1%.
“André Marinho, André Português e Cyro Garcia estreiam na série ainda com números baixos, buscando mais conhecimento”, avalia o diretor de quantitativas do Prefab, Henrique Serra.
No cenário para o Senado, a série revela o movimento mais drástico e revelador. Cláudio Castro, que liderava com 29,2% em fevereiro de 2026, recua de forma significativa para 16,5%, movimento claramente acima da margem de erro e que altera o desenho competitivo.
Benedita da Silva apresenta estabilidade relativa, mantendo-se com 15,1%. O espaço aberto pela queda de Castro é ocupado por novos entrantes e nomes que passam a crescer na margem, como Marcelo Crivella, que surge com 9,8% em abril, enquanto Márcio Canella atinge 9,4%, configurando uma fragmentação maior do eleitorado à direita e indicando que o cenário senatorial ainda está em fase inicial de definição, com espaço para rearranjos.
“A queda de Castro nessa série abre a janela para um imprevisível resultado ao senado, talvez a disputa mais aberta do estado do Rio”, avalia Mario Marques.
Pedro Paulo apresenta leve recuo de 7,2% para 5,8%, enquanto Waguinho e Mônica Benício aparecem com 3% cada.
Na disputa presidencial, o principal movimento da série é a consolidação da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula apresenta trajetória ascendente ao longo do período, passando de 20,6% em fevereiro de 2025 para 30,6% em abril de 2026, com crescimento consistente. Flávio Bolsonaro estreou em dezembro de 2025, com 19,7%, avançou fortemente para 34,2% em fevereiro de 2026 e recuou levemente para 32,2% nessa série.
“A disputa apertada entre Flávio e Lula no estado do Rio é favorável a Lula no desenho nacional. Ainda falta amarrar a narrativa no estado porque a população ainda não engrenou em nenhum dos lados”, analisa Mario Marques.
Os demais nomes permanecem em patamares reduzidos, sem capacidade de alterar o eixo central da disputa. Ronaldo Caiado oscila entre 1,6% e 2,3%, Romeu Zema se mantém próximo de 2%, e os demais candidatos não ultrapassam a faixa de 2 pontos percentuais.
No indicador de aprovação presidencial, a série mostra recuperação gradual da avaliação positiva. A aprovação de Lula sobe de 23,4% em fevereiro de 2025 para 30,4% em abril de 2026, enquanto a reprovação recua de 66,3% para 57,5% no mesmo período.