Alunos do curso Nossa História Vai Virar Cinema lançam filme no Centro Cultural de Nova Iguaçu

Estreia do curta “Sentar à mesa” ocorreu durante a formatura da primeira turma do curso

Um curta-metragem que acompanha a história de Flávio, um homem trans que enfrenta uma relação conturbada com sua família extremamente religiosa. Essa é a sinopse do filme “Sentar à Mesa”, dirigido e roteirizado por Lucca Ouriquis, de 19 anos, morador de Japeri, e gravado pelos alunos da primeira turma do curso Nossa História Vai Virar Cinema, em Nova Iguaçu.

No dia 22 de julho, os estudantes participaram da cerimônia de formatura realizada no Centro Cultural Mário Marques, em Nova Iguaçu, onde receberam o Certificado Fábio Mateus de Cultura e Arte e também viram, pela primeira vez, o seu trabalho na tela grande.

“A próxima etapa agora é inscrever o curta em festivais de cinema em todo o país”, “, afirma o cineasta Marçal Vianna, professor e idealizador do curso. Em breve, “Sentar à Mesa” será exibido na Mostra Made in BXD, que este ano será realizada em Nova Iguaçu. O evento leva filmes da região para escolas públicas da Baixada Fluminense. No ano passado, o festival foi realizado em Duque de Caxias e movimentou cerca de mil espectadores.

Lucca Ouriquis conta que, no curta-metragem, Flávio precisa decidir se mantém distância para não se machucar novamente ou se volta para a casa que o rejeita, em prol da convivência com a irmã, tentando apoiar a única pessoa que sempre esteve ao seu lado. O filme culmina em um jantar, quando todos se sentam à mesa. Flávio é interpretado por Tawan Pietro.

O elenco conta ainda com Cesário Candhi, Edlane Silva, Analu Pacheco e Amanda Fersi. Todos já atuavam no teatro e no audiovisual, exceto Analu, que fez sua estreia no cinema com o curta-metragem. Ao final da exibição, ao subirem ao palco para serem apresentados ao público, os artistas declararam estar muito felizes por terem participado da produção.

Novo filme
Outro projeto do curso também vai virar filme. Criado pelo belforroxense Daniel Mufasa, “Ponto em Comum” foi aprovado no edital Curta Criativo Firjan SESI 2026, na categoria universitária. Com produção executiva de Marçal Vianna e direção do próprio Mufasa, o curta contará, na equipe técnica, com alguns alunos e professores do curso.

Assim como Ouriquis, Mufasa também gosta de escrever. Em “Sentar à Mesa”, ele foi responsável pela captação do som direto, área em que já atua nos sets de filmagem.

“Foi bem desafiador. Tivemos pouco tempo para organizar tudo, mas foi um filme muito necessário, e todos deram o seu melhor”, garantiu Mufasa, que já estudou cinema em outras instituições, fundou a Livre Arbítrio Filmes e também é ator.

Experiência Real

Fotógrafo, designer e videomaker, Eduardo Silva também subiu ao palco representando os colegas. Morador de Nova Iguaçu, ele soube do curso por meio de uma reportagem exibida no RJTV.

“Eu estudei aqui e em outra instituição, também em Nova Iguaçu, no mesmo período. Achei a experiência no Nossa História incrível, porque não esperava participar de uma produção em um set real. Pensei que a experiência seria mais voltada para a sala de aula”, recordou.

Ator, modelo, fotógrafo e cenógrafo, Brunno Zucky estuda Artes Cênicas e soube do curso pelas redes sociais. Sua experiência prática e seus conhecimentos serviram de base para o aprendizado ao longo da formação.

“Minhas expectativas eram as melhores, e foi tudo muito incrível. Fazer parte disso fez toda a diferença, não apenas como multiartista, mas também como pessoa. Pretendo continuar na área do audiovisual”, afirmou.

Morador de Nilópolis, Helon Wajsman ficou sabendo do curso pelo Instagram da professora Luana Ferreira. Trabalha como videomaker há três anos na área de marketing e gestão, e esta foi sua primeira experiência no cinema. Assim como vários colegas, surpreendeu-se com a qualidade do corpo docente.

“As minhas expectativas eram um pouco baixas, até pelo curto período do curso. Porém, fui completamente surpreendido de forma positiva, principalmente pela didática e pela competência dos professores. No projeto final, estávamos todos preparados”, recordou.

Atriz, escritora e professora de teatro e de escrita criativa, Karla Muniz soube do curso por meio do cineasta Marçal Vianna.

“Meu desejo era aprender as funções de assistente de direção, e consegui alcançar esse objetivo. Assumi essa função e tive a orientação da professora Luana. Quero continuar na área e dirigir meus roteiros em parceria com colegas do curso”, assegurou.

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