Eduardo Paes promete concluir Hospital da Mãe em São Gonçalo

Paralisado desde 2013, Hospital da Mãe não teve a retomada das obras priorizada pelos últimos comandos da Secretaria de Estado de Saúde

O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou nesta quinta-feira (24/09) que, caso eleito, vai concluir as obras do Hospital da Mãe, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A unidade de saúde teve as obras iniciadas em 2012 e paralisadas no ano seguinte, permanecendo sem conclusão desde então.

Durante uma visita ao local, Paes criticou a interrupção do projeto e afirmou que a retomada das obras será uma das prioridades de sua eventual gestão. Segundo o candidato, o comando da Secretaria de Estado de Saúde nos últimos anos não colocou entre suas prioridades a retomada da construção do hospital.

“ Essa é a prova do verdadeiro descaso do antigo governo com a população. Já assumi o compromisso de retomar todas as obras paralisadas no estado. Na semana passada, visitei as obras do Hospital do Câncer, em Nova Friburgo, que vamos inaugurar em 2027. Mas, talvez, o caso mais emblemático seja aqui, o Hospital da Mãe em São Gonçalo. Vamos terminar essa obra e abrir uma maternidade com alta complexidade”, afirmou.

Paes destacou que, atualmente, pacientes de São Gonçalo que precisam de atendimento obstétrico de alta complexidade precisam ser encaminhadas para outras cidades, como Niterói.

“Hoje a população de São Gonçalo tem de ir para Niterói, quando ocorre um caso de alta complexidade. Quero que essas crianças nasçam em São Gonçalo e que o hospital atenda com qualidade a toda a região”, disse.

Projeto prevê maternidade de alta complexidade

O Hospital da Mãe foi projetado para funcionar em um prédio de cinco andares, com aproximadamente 100 leitos, sendo 36 destinados à UTI neonatal. O projeto também prevê 14 consultórios, três salas de parto cirúrgico e uma sala para parto normal.

A previsão inicial era de que a unidade pudesse realizar cerca de 10 mil consultas e 800 partos por mês.

A construção começou em 2012, mas foi interrompida em 2013. Desde então, a estrutura permanece sem conclusão. A retomada do empreendimento é apresentada por Paes como parte de um plano mais amplo para recuperar obras de saúde paralisadas no estado.

Cegonha Carioca seria ampliado para todo o estado

Além da conclusão do Hospital da Mãe, Paes anunciou a expansão para os demais municípios fluminenses do programa Cegonha Carioca, criado durante sua gestão como prefeito do Rio de Janeiro.

O programa oferece acompanhamento às gestantes durante a gravidez, incluindo seis consultas de pré-natal, visita à maternidade de referência e transporte gratuito para a realização do parto, com acompanhamento de enfermeiras obstétricas. As beneficiárias também recebem um kit enxoval.

Segundo os dados apresentados pelo candidato, desde sua criação, em 2011, o Cegonha Carioca já acolheu mais de 1,5 milhão de mulheres. Entre 2021 e 2026, foram distribuídos aproximadamente 130 mil kits de enxoval.

“O programa Cegonha Carioca é um tratamento adequado às mães do estado, que hoje passam muita dificuldade. Implementei na Prefeitura do Rio e vou levar para todo o estado”, afirmou.

Experiência na rede municipal do Rio

Durante seus mandatos à frente da Prefeitura do Rio, Paes inaugurou duas maternidades: uma na Ilha do Governador, na Zona Norte, e outra na Rocinha, na Zona Sul.

Com as duas unidades, a rede municipal carioca passou a contar, segundo os números apresentados pela campanha, com 13 maternidades e uma casa de parto. Ao todo, são mais de 700 leitos obstétricos e mais de 290 leitos de unidade intermediária e UTI neonatal.

Na visita a São Gonçalo, o candidato também reafirmou a proposta de elevar para 25% do orçamento os investimentos em saúde.

“Vamos ampliar os recursos da saúde, que tem não só um problema de gestão, mas também de ausência de recursos”, declarou.

Paes esteve acompanhado da candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB), dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), além de candidatos a deputado federal e estadual.

A candidatura integra a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, formada por PSD, MDB, PT, PV, PCdoB, PDT, PSB, Solidariedade, PRD, PSDB, Cidadania e DC.

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