Nova tecnologia é mais precisa que o Papanicolau e identifica infecção antes do surgimento de lesões
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) está ampliando a oferta do teste de DNA para HPV no rastreamento do câncer do colo do útero. A tecnologia começou a ser usada na rede pública estadual em fevereiro e já foram analisadas 60.503 amostras, substituindo o exame Papanicolau. A meta é que o método esteja disponível em todas as unidades de atendimento ginecológico até o fim deste ano.
A SES-RJ realizou a capacitação dos profissionais da atenção primária e da saúde da mulher para o novo protocolo voltado à população de 25 a 64 anos. A tecnologia identifica o vírus antes do surgimento de lesões, reduz a taxa de falso-negativos e estende o intervalo preventivo para cinco anos. A pasta também já realizou a distribuição dos kits do teste para os municípios.
A implantação do exame de DNA representa um avanço no cuidado à mulher. Outra vantagem do uso do DNA/HPV é a precisão do exame, próxima de 100%, enquanto a do Papanicolau é de cerca de 50%, com alto risco de falsos negativos.
Importante destacar que o teste de DNA para HPV não substitui o acompanhamento preventivo da mulher, que deve seguir a periodicidade indicada pelos profissionais de saúde, podendo ser anual ou semestral, de acordo com cada caso.
Como prevenir o HPV
A prevenção combina a vacinação e o uso de preservativos. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, em dose única para o público de 9 a 14 anos, além de uma estratégia de resgate para jovens de até 19 anos que ainda não foram vacinados.
O SUS também disponibiliza a vacina em esquemas específicos para adultos imunossuprimidos de até 45 anos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos, e para vítimas de violência sexual de 9 a 45 anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.